Estudo em cadáver avalia a injeção de hialuronidase retrobulbar como tratamento de cegueira induzida por preenchedor

Estes nervos injetados com gel de ácido hialurônico foram então injetados diretamente com hialuronidase para estabelecer um controle para exposição a hialuronidase intraneural, ou imersos em hialuronidase não diluída para simular injeção de hialuronidase retrobulbar. Para controlar a difusão passiva do gel de ácido hialurônico do parênquima neural, um nervo foi imerso em solução salina.
Após a fixação, os nervos foram total e microscopicamente avaliados quanto à quantidade e distribuição do ácido hialurônico. Foi observado que o gel de ácido hialurônico estava intacto grosseiramente e microscopicamente nos nervos ópticos de controle injetados diretamente com preenchedor e não com hialuronidase.
O nervo óptico de controle injetado com hialuronidase intraneural exibiu digestão parcial do gel. A imersão em hialuronidase não diluída levou à ausência de digestão macroscópica ou microscópica do gel de ácido hialurônico intraneural injetado.
Como conclusão, os autores afirmam que a hialuronidase não demonstrou capacidade de atravessar a bainha dural do nervo óptico, sugerindo que é improvável que a injeção retrobulbar de hialuronidase alivie a oclusão da artéria central da retina mediada por gel de ácido hialurônico e a cegueira.
Leia mais aqui:
https://journals.lww.com/plasreconsurg/Fulltext/2019/08000/Assessing_Retrobulbar_Hyaluronidase_as_a_Treatment.10.aspx
FONTE: SBCP SP