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Estudo compara estratégias de reconstrução após excisão para hidradenite supurativa axilar grave

Um estudo realizado pela Universidade de Amsterdã, na Holanda, investiga qual seria a estratégia mais eficiente para cirurgia plástica reconstrutiva em casos graves de hidradenite supurativa axilar (HS), considerando a necessidade de ampla excisão. A melhor escolha da abordagem está ligada a questões como taxa de recorrência, complicações, função dos membros pós-reconstrução, estética e satisfação do paciente. Os resultados foram publicados na PRS Global Open, de agosto de 2019.

Os autores realizaram uma análise retrospectiva de dez anos, entre 2008 e 2018, de grande excisão e reconstrução por fechamento primário (CP), cicatrização por segunda intenção (SIH), enxertos de pele de espessura parcial (STSG) ou retalhos fasciocutâneos (FCF). Adotou-se o desfecho primário como taxa de recorrência durante o acompanhamento. Foram realizadas 107 intervenções cirúrgicas em 54 pacientes. A taxa de recorrência geral foi de 31,8% após um acompanhamento médio de 30 meses, com uma diferença significativa entre PC (48%), SIH (16%), STSG (29%) e FCF (10%) (p=0,03). As complicações cirúrgicas que exigiram reoperação ocorreram em 2% após PC, 0% após SIH, 13% após STSG e 15% após FCF (p=0,11). A pontuação mediana em relação à função, estética e satisfação, após todas as intervenções, foi de 17 em 20 pontos. Mas a pontuação foi menor após a FCF do que PC, SIH e STSG (p=0,03). Diante dos dados encontrados, a reconstrução por CP deve ser reservada para pacientes com lesões limitadas do HS, enquanto o FCF foi mais eficaz em evitar a recorrência, mas foi associado a resultados desfavoráveis ​​em curto prazo e resultados relatados pelos pacientes em relação à função e estética. O FCF geralmente deve ser reservado para pacientes com HS recorrente e grave, compreendendo uma extensa superfície da pele axilar.

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